Inesperado

No calor do meio-dia do verão, numa viagem à América do Sul, minha esposa e eu paramos para tomar um sorvete. Na parede atrás do balcão, lemos um aviso que dizia: “Proibido patinar no gelo.” Teve graça porque foi bem inesperado.

Às vezes, dizer o inesperado tem o maior efeito. Pense nisso em relação a uma declaração de Jesus: “Quem acha a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por minha causa achá-la-á” (Mateus 10:39). Em um reino onde o Rei é um servo (Marcos 10:45), perder sua vida torna-se a única maneira de encontrá-la. Esta é uma mensagem surpreendente para um mundo concentrado na autopromoção e autoproteção.

Em termos práticos, como podemos perder a nossa vida? A resposta é resumida na palavra sacrifício. Quando sacrificamos, colocamos em prática o estilo de vida de Jesus. Em vez de nos agarrarmos aos nossos próprios desejos e necessidades, respeitamos as necessidades e o bem-estar dos outros.

Jesus não apenas ensinou sobre o sacrifício, mas também o viveu, entregando-se a si mesmo por nós. Sua morte na cruz tornou-se a expressão final do coração do Rei que praticou Suas palavras: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (João 15:13).

Nada está realmente perdido para uma vida de sacrifício. Henry Liddon

por Bill Crowder | Veja outros autores

Do pranto à alegria

“Estamos cortando a sua função.” Uma década atrás, essas palavras me fizeram cambalear quando a empresa onde eu trabalhava me demitiu. Na época, me senti arruinada, em parte porque a minha identidade estava entrelaçada ao meu papel como editora. Senti, recentemente, uma tristeza parecida ao saber que meu trabalho temporário tinha terminado. Mas desta vez não me senti abalada, pois com os anos, vi a fidelidade de Deus e como Ele pode transformar meu pranto em alegria.

Apesar de vivermos num mundo decaído onde enfrentamos dor e decepções, Deus pode nos levar do desespero ao louvor, como vemos na profecia de Isaías sobre a vinda de Jesus (Isaías 61:1-3). Ele nos dá esperança quando não a temos; nos ajuda a perdoar quando pensamos não poder; ensina que nossa identidade está nele e não no que fazemos. Ele nos dá coragem para enfrentar o futuro incerto. Ao vestirmos os trapos de “cinzas”, nos dá vestes de louvor.

Ao enfrentarmos perdas, não devemos fugir da tristeza, mas também não queremos nos tornar amargos ou inflexíveis. Ao pensarmos sobre a fidelidade de Deus, sabemos que Ele está disposto e pode transformar o luto em alegria novamente — nos dar graça suficiente nesta vida e plena alegria no céu.

Deus pode trazer crescimento a partir dos nossos momentos de sofrimento.

por Amy Boucher Pye | Veja outros autores

Há algo que eu deveria saber?

O cantor e compositor David Wilcox respondeu a uma pergunta da plateia sobre como ele compõe músicas. E disse que há três aspectos nesse processo: um quarto silencioso, uma página em branco, e a pergunta: “Há algo que eu deveria saber?”. Pareceu-me uma abordagem maravilhosa para os cristãos que buscam o plano do Senhor para o andar diário.

Em Seu ministério público, Jesus separou tempo para ficar sozinho em oração. Após alimentar 5 mil pessoas com cinco pães e dois peixes, enviou os Seus discípulos para atravessar o mar da Galileia de barco, enquanto Ele despedia a multidão (v.22). “E, despedidas as multidões, [Jesus] subiu ao monte, a fim de orar sozinho. Em caindo a tarde, lá estava ele, só” (v.23).

Se Jesus viu a necessidade de estar a sós com o Pai, quanto mais nós precisamos de um tempo diário de solitude para derramar o nosso coração a Deus, refletir sobre Sua Palavra, e nos prepararmos para seguir Suas orientações.

Um ambiente silencioso — qualquer lugar que possamos nos concentrar no Senhor sem distrações.

Uma página em branco — uma mente receptiva, uma folha inescrita, disposta a ouvir.

Há algo que eu deveria saber? “Senhor, fale comigo por Seu Espírito, Sua Palavra escrita, e pela garantia de Sua direção.”

Dessa tranquila encosta na colina, Jesus desceu para uma tempestade violenta, sabendo exatamente o que Seu pai queria que Ele fizesse (vv.24-27).

Separar tempo para estar com Deus é a melhor maneira para encontrar forças nele.

por David C. McCasland | Veja outros autores

O caminho mais fácil?

O caminho da vida muitas vezes é difícil. Assim, se esperarmos que Deus sempre nos dê um caminho fácil, podemos ficar propensos a virar as costas para Ele quando a estrada ficar difícil.

Se você já pensou em fazer isso, pense no povo de Israel. Ao receber a liberdade dos egípcios após centenas de anos de escravidão, partiu para a Terra Prometida. Mas Deus não os enviou direto para casa. Ele “…não o levou pelo caminho da terra dos filisteus, posto que mais perto…” (Êxodo 13:17). Em vez disso, o Senhor enviou o povo pelo caminho difícil através do deserto. Naquele momento, isto os ajudou a evitar guerras (v.17), mas, no decurso do tempo, algo maior estava por acontecer.

Deus usou esse tempo no deserto para instruir e amadurecer aqueles a quem Ele tinha chamado para segui-lo. O caminho mais fácil os teria levado à calamidade. O longo caminho preparou o povo de Israel para a sua entrada bem-sucedida na Terra Prometida.

Deus é fiel, e podemos confiar nele para conduzir e cuidar de nós, seja o que for que enfrentarmos. Podemos não compreender a razão para o caminho em que estamos, mas podemos confiar nele para nos ajudar a crescer em fé e maturidade ao longo da jornada.

O tempo de Deus está sempre certo — espere pacientemente por Ele.

por Dave Branon | Veja outros autores

Uma lição aprendida

Maria ficou viúva e, em seguida, adoeceu. Sua filha, então, a convidou para ir morar na nova “casa da vovó”, que construíra nos fundos da sua para recebê-la. Isso implicou em deixar amigos e o restante da família a muitos quilômetros, mas ela alegrou-se pela provisão de Deus.

Seis meses em sua nova vida, e a alegria e o contentamento ameaçaram escapar quando sentiu-se tentada a resmungar e duvidar de que a mudança fosse realmente o plano divino. Ela sentia falta de seus amigos cristãos, e sua nova igreja estava longe demais para ela ir sozinha.

Maria leu algo que Charles Spurgeon escreveu: “…o contentamento é uma das flores do céu, e deve ser cultivado”. E Paulo escreveu: ‘…porque aprendi a viver contente’, como se ele antes não soubesse. Ela concluiu que se um evangelista fervoroso como Paulo, confinado na prisão, abandonado por amigos, e enfrentando a execução, poderia aprender o contentamento, ela também poderia.

“Percebi que enquanto não aprendesse esta lição, não desfrutaria do que Deus tinha planejado”, disse ela. “Assim, confessei minha murmuração e pedi o Seu perdão. Logo depois, uma senhora aposentada me perguntou se eu gostaria de ser sua parceira de oração, e outros me ofereceram carona à igreja. Minhas necessidades por um “amigo de alma” e maior mobilidade foram maravilhosamente supridas.”

Deus nem sempre mudará as circunstâncias, mas nos transformará se estivermos dispostos.

por Marion Stroud | Veja outros autores

A linguagem do amor

Quando minha avó chegou ao México como missionária, teve dificuldade em aprender o espanhol. Um dia, ela foi ao mercado e mostrou a lista de compras para a menina que a atendia. Ela disse: “Está em duas línguas (lenguas)”. Mas minha avó quis dizer que tinha escrito em dois idiomas. O açougueiro ao ouvi-las, presumiu que ela queria comprar duas línguas de boi. Minha avó não percebeu até chegar em casa. Ela nunca tinha cozinhado língua de boi antes!

Os erros são inevitáveis quando estamos aprendendo uma segunda língua, inclusive ao aprendermos a nova linguagem do amor de Deus. Às vezes, o nosso discurso é contraditório porque louvamos o Senhor, mas em seguida, falamos mal dos outros. Nossa natureza pecaminosa se opõe à nossa nova vida em Cristo. O que sai de nossa boca nos mostra o quanto precisamos da ajuda de Deus.

A nossa antiga “língua” deve desaparecer. A única maneira de aprender a nova linguagem do amor é fazer de Jesus — o Senhor do nosso discurso. Quando o Espírito Santo age em nós, Ele nos dá autocontrole para falar palavras que agradam ao Pai. Que possamos entregar cada palavra a Ele! “Põe guarda, Senhor, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios” (Salmo 141:3).

Que as nossas palavras levem outros a Jesus.

por acharles | Veja outros autores

Tudo o que precisamos e mais

Em um campo na zona rural inglesa, G. K. Chesterton se levantou de onde estava e teve um ataque de riso. Seu rompante foi tão repentino e alto que as vacas ficaram encarando-o.

Minutos antes, o escritor e defensor cristão tinha se sentido triste. Naquela tarde, ele estivera vagando pelas colinas, desenhando imagens num papel marrom com giz colorido. Mas ficou desolado ao descobrir que não tinha giz branco, que considerava essencial para sua arte. Logo, porém, começou a rir ao perceber que o chão debaixo de si era calcário poroso — o equivalente do solo ao giz branco. Ele partiu um pedaço e retomou o desenho.

Como Chesterton, que percebeu que “estava sentado sobre um grande armazém de giz branco”, os cristãos têm recursos espirituais ilimitados de Deus ao alcance em todos os momentos. “O poder de Deus nos tem dado tudo o que precisamos para viver uma vida que agrada a ele, por meio do conhecimento que temos [dele]…” (2 Pedro 1:3 NTLH).

Talvez você sinta que está faltando algum elemento importante que seja necessário à piedade, como a fé, a graça ou sabedoria. Se você conhece a Cristo, tem tudo que precisa e muito mais. Por meio de Jesus, você tem acesso ao Pai — aquele que graciosamente provê aos cristãos todas as coisas.

O poder de Deus é ilimitado.

por Jennifer Benson Schuldt | Veja outros autores

Nossa principal tarefa

Quando uma pesquisadora britânica convocou as religiões do mundo para trabalharem juntas pela unidade, as pessoas em todos os lugares aplaudiram. Ela destacou que as principais religiões compartilham a crença na Regra Áurea, e sugeriu: “A principal tarefa do nosso tempo é a construção de uma sociedade global, na qual as pessoas de todas as convicções possam viver em paz e harmonia.”

Jesus citou a Regra Áurea no Sermão do Monte: “Façam aos outros o que querem que eles façam a vocês…” (Mateus 7:12 ntlh). No mesmo sermão, disse: “…amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (5:44). Colocar tais mandamentos em prática seria seguir pelo longo caminho à paz e harmonia. Mas logo após a Regra Áurea, Jesus advertiu: “Acautelai-vos dos falsos profetas que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores” (7:15).

Respeito pelos outros e discernimento da verdade andam de mãos dadas. Se temos a verdade, temos uma mensagem digna de ser contada. Mas Deus dá a todos a liberdade de escolher ou rejeitá-lo. A nossa responsabilidade é apresentar a verdade com amor e respeitar a escolha de cada um, assim como Deus faz.

Nosso respeito pelos outros é essencial para ganhar o respeito deles. É um passo importante para ter a oportunidade de transmitir a mensagem de Cristo, que afirmou: “…Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida…” (João 14:6).

Ame as pessoas; ame a verdade.

por Tim Gustafson | Veja outros autores

Lembretes importantes

O antropólogo Anthony Graesch diz que o lado exterior da geladeira revela o que é importante para as pessoas. Durante uma pesquisa feita com famílias, Graesch e seus colegas observaram uma média de 52 itens colocados nela — incluindo horários escolares, fotos de família, desenhos infantis e ímãs. Graesch chama a geladeira de “depósito de memória da família”.

O Senhor pode usar um item tangível como uma foto, uma lembrança ou versículo das Escrituras para nos lembrar da Sua fidelidade e chamar-nos a obedecer Sua Palavra. Quando Moisés se dirigiu aos israelitas, pouco antes de entrarem na terra de Canaã, pediu-lhes para guardar todos os mandamentos que Deus lhes tinha dado. “Tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho […]. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas” (vv.7,9).

Dar à Palavra de Deus um lugar visível de honra em suas casas e vidas era um poderoso lembrete diário para terem “…o cuidado de não esquecerem Deus, que os tirou do Egito, onde […] eram escravos” (v.12 ntlh).

Hoje o Senhor nos encoraja a nos lembrarmos de que, à medida que obedecemos a Sua Palavra, podemos depender do Seu fiel cuidado em tudo o que está por vir.

As bênçãos diárias são lembretes da fidelidade divina.

por David C. McCasland | Veja outros autores

Fortalecendo o coração

A academia do bairro onde me exercitei por anos fechou no mês passado, e eu precisei procurar outra. O antigo local era agradável e aconchegante, frequentado por aqueles que gostavam de socializar enquanto malhavam. Nós quase nunca nos esforçávamos. A nova academia tem aparelhos de última geração, é cheia de homens e mulheres sérios, comprometidos em alcançar um corpo escultural. Porém, eu os vejo como pessoas tensas e cansadas. Eles aparentam ser fortes, mas me questiono se o coração deles está se fortalecendo com graça.

O coração é um músculo — aquele que mantém os outros músculos funcionando. É bom modelar e tonificar os outros músculos, mas o essencial é fazer aquilo que mantém o coração forte.

Acontece o mesmo com o nosso coração espiritual. Fortalecemos e tonificamos o coração por meio da Palavra da verdade ao receber sua mensagem de bondade e graça de Deus. Manter o nosso coração espiritual forte e saudável deve ser a nossa máxima prioridade — acima de todas as outras.

Paulo concordaria: “…Exercita-te, pessoalmente, na piedade. Pois o exercício físico para pouco é proveitoso, mas a piedade para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser” (1 Timóteo 4:7,8).

O treinamento de Deus é planejado para aumentar a nossa fé.

por David H. Roper | Veja outros autores