Administre a ira

Encontramos muitos parques temáticos em Orlando, na Flórida, que a cada ano atraem milhares de famílias em férias. No entanto, uma revista sobre saúde a descreveu como “A cidade mais furiosa dos EUA”. Eles criaram esse título baseado em assaltos violentos, brigas de rua e a grande porcentagem de homens que têm pressão arterial alta.

O rei Nabucodonosor, “…irado e furioso, mandou chamar Sadraque, Mesaque e Abede-Nego…” porque estes não prestaram culto aos seus deuses nem adoraram a sua imagem de ouro (Daniel 3:13). Quando não conseguiu o que desejava, “…se encheu de fúria e, transtornado o aspecto do seu rosto…” (v.19).

Todos nós lutamos com a ira, mas ela nem sempre é algo errado. “Irai-vos e não pequeis…” (Efésios 4:26). Devemos ficar irados quando vemos as injustiças em nosso mundo. Mas na maioria das vezes, nossa ira — à semelhança de Nabucodonosor — vem de um lugar não muito nobre: nosso próprio interesse e orgulho. Se o nosso temperamento nos domina, podemos perder o controle do que dizemos e fazemos. Paulo nos desafia: “…nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo” (Filipenses 2:3).

Quando colocarmos os outros em primeiro lugar teremos dado o primeiro passo para lidar com a ira.

Quando o temperamento domina, a pessoa revela o que tem de pior.

por Cindy Hess Kasper | Veja outros autores

Meu coração me condena

Você às vezes se sente culpado e indigno por causa de algo que fez anos atrás? Você já confessou e pediu que Deus lhe perdoasse, mas a lembrança daquilo o persegue?

Eu me identifico com você. Os sentimentos de culpa ainda passam por cima de mim quando relembro como falhei com uma senhora idosa e sem filhos, quando estava estudando para o ministério. Ela vinha com frequência na loja em que eu trabalhava meio expediente. Depois de certo tempo, tornei-me amigo e conselheiro espiritual dela e de seu marido. Mais tarde, oficiei o funeral dele.

Quando mudei para uma cidade vizinha como pastor seminarista, perdi o contato com ela. Eu queria procurá-la, mas sempre adiei o compromisso. Certo dia, vi a nota de seu falecimento. Fiquei devastado com a dor e confessei meu pecado a Deus.

Mais de 30 anos após a conversão de Paulo, ele se referiu ao tempo em que havia sido “blasfemo, e perseguidor, e insolente” (1 Timóteo 1:13). Ele disse de si mesmo: “…Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal” (v.15). Mas exultava constantemente na certeza de que era um pecador perdoado.

Deus, que é maior do que o nosso coração e conhece todas as coisas (1 João 3:20), perdoou-nos dos pecados que confessamos (1:9). Podemos crer nele!

A confissão a Deus sempre traz purificação.

por Herbert Vander Lugt | Veja outros autores

Instintos

É perigoso voar em meio às tempestades. A tentação é de voar seguindo os nossos instintos, como parecer melhor. Mas qualquer piloto afirma que sem habilidade isso é um convite ao desastre. Se você confiar em seus instintos, se desorientará achando que o avião está subindo quando ele estiver descendo. Felizmente, o painel de controle está ajustado para o polo norte magnético e podemos confiar nele em todo o tempo. Deixar que esses instrumentos o guiem, mesmo quando parecerem errados, ajuda a garantir sua segurança.

Todos nós enfrentamos tempestades que ameaçam nos confundir e desorientar. Pode ser um telefonema do consultório do médico, um amigo que o traiu ou um sonho despedaçado. Nesses momentos devemos ser cuidadosos. Quando você perder a visão por causa de decepções, não confie em seus instintos. Voar por instinto nas tempestades da vida pode conduzir ao desespero, confusão e reações vingativas que pioram as coisas ainda mais.

Deus quer guiá-lo, e Sua Palavra está repleta de sabedoria e discernimento para se viver. O salmista diz: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos” (Salmo 119:105). Ele sempre nos conduz para o lugar certo!

Leia a sua Bíblia e confie que Deus o guiará. Ele promete: “Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir…” (Salmo 32:8).

Quanto mais próximos de Deus caminharmos, mais claramente veremos a Sua orientação.

por Joe Stowell | Veja outros autores

Conhecido no céu

Maria estava diante do sepulcro vazio e chorava em profunda dor porque seu Senhor havia morrido. O poeta Tennyson descreveu de forma lírica o final frio da morte dizendo: ela ansiava pelo “toque da mão desaparecida, pelo som da voz que emudeceu”.

Então Jesus lhe apareceu. Em seu sofrimento, os olhos de Maria a enganaram, pois ela pensou que fosse o jardineiro. Mas quando Jesus a chamou pelo nome, ela o reconheceu imediatamente. Ela exclamou: “Rabôni!” — que significa “Mestre” (João 20:16).

As pessoas me perguntam se vamos nos reconhecer no céu. Creio que vamos reconhecer e ser reconhecidos lá. Quando Jesus recebeu seu corpo glorificado, os Seus seguidores o reconheceram (João 20:19,20). E um dia, vamos também ter um corpo glorificado (1 Coríntios 15:42-49; 1 João 3:2).

Jesus disse aos Seus discípulos, “alegrai-vos […] porque o vosso nome está arrolado nos céus” (Lucas 10:20). Um dia ouviremos novamente as vozes dos entes queridos, cujos nomes estão escritos no céu — que agora estão caladas. Ouviremos a voz do Pai que chamou o nosso nome com repreensão amorosa, da mãe que nos chamou quando brincávamos.

Todavia, há uma voz que anseio ouvir acima de todas as outras — o meu Senhor Jesus chamando-me por meu nome: “David”. E, como Maria, vou reconhecê-lo imediatamente. Meu Salvador!

As despedidas são a lei da Terra — os reencontros são a lei do céu.

por David H. Roper | Veja outros autores

Santa Ceia na Lua

nave espacial Apollo 11 aterrissou na Lua em 20 de julho de 1969. A maioria de nós está familiarizada com a afirmação histórica de Armstrong, quando ele pisou na superfície da Lua: “Um pequeno passo para o homem; mas um salto gigante para a humanidade.” Poucos sabem a respeito da primeira refeição que lá fizeram.

Buzz Aldrin havia levado à nave um pequeno estojo de Santa Ceia. Ele fez uma transmissão via rádio à Terra, pedindo aos ouvintes para contemplar os acontecimentos daquele dia e dar graças.

Depois, com o rádio desligado, para maior privacidade, Aldrin pôs vinho num cálice de prata, e leu: “Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto…” (João 15:5). Em silêncio, deu graças e serviu-se do pão e vinho.

Deus está em todo lugar e nossa adoração deveria refletir esta realidade. Aprendemos no Salmo 139 que por onde formos, Deus está intimamente presente conosco. Buzz Aldrin celebrou essa experiência na superfície da Lua. Milhares de quilômetros distantes da Terra, ele reservou um tempo para ter comunhão com aquele que o criou, o redimiu e relacionava-se com ele.

Você está longe de casa? Você se sente como se estivesse no topo de uma montanha ou num vale escuro? Qualquer que seja a sua situação, a comunhão com Deus está apenas a uma oração de distância.

A presença de Deus entre nós é um dos maiores presentes que Ele nos concede.

por Dennis Fisher | Veja outros autores

Mais do que imaginamos

Por décadas, os artistas pintaram cenas do universo baseados na combinação de informações científicas e suas imaginações. Porém, fotos de sondas espaciais e do telescópio Hubble redefiniram a visão de realidade desses artistas. Um deles disse que as primeiras fotos dos satélites de Júpiter (Io e Europa) “acabaram sendo mais exóticas do que todos tinham imaginado”. Agora, ele considera que 70% de suas pinturas espaciais são “conceitos antiquados”, porque a realidade se tornou mais impressionante do que a imaginação.

Embora a Bíblia nos conte o que Jesus disse e fez, ela não descreve a Sua aparência. Nossa imagem mental dele provavelmente é influenciada pela arte e por ilustrações em revistas de Escola Dominical. Mas, um dia, nossa imagem de Cristo será transformada para sempre, quando estivermos face a face com Ele. “Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele…” (1 João 3:2). Essa esperança vai produzir em nós a busca pela pureza (v.3).

Não somente veremos nosso Senhor como Ele é, mas também seremos como Ele. Como será surpreendente essa realidade — mais do que podemos imaginar!

Tudo o que ansiamos nos tornar se cumprirá quando olharmos pela primeira vez para Jesus.

por David C. McCasland | Veja outros autores

“Não é só isso!”

Ao visitar o Alasca pela primeira vez, empolguei-me porque iríamos ficar num hotel próximo ao famoso Monte McKinley. Ao chegamos à recepção do hotel, vi de relance parte de uma rocha pela janela panorâmica, e em seguida corri ao terraço para ver a montanha. “Uau”, falei baixinho, enquanto apreciava a vista.

Um homem que estava a poucos metros de distância disse: “não é só isso!” Descobri naquele dia que as pessoas que visitam o Alasca muitas vezes não veem aquela montanha por completo. Com uma elevação de 6.193 metros, ela é tão grande que a maior parte fica encoberta em dias nublados. E eu estava vendo apenas uma parte do todo.

Muitas vezes, nos contentamos com o nosso ponto de vista limitado da vida. Mas o Senhor nos lembra: “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais” (Jeremias 29:11). Com a visão onisciente e panorâmica de Deus, Ele vê as pessoas que deseja que ajudemos, as coisas que Ele quer que realizemos e os traços de caráter que deseja desenvolver em nós.

Sabemos também que: “O coração do homem traça o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos” (Provérbios 16:9). Nossa visão da vida é restrita por causa da nossa humanidade, mas podemos confiar no Senhor, pois Ele tem a visão ilimitada!

Nós vemos em partes; Deus vê o todo.

por Cindy Hess Kasper | Veja outros autores

Manuseie com cuidado

Visitei Jacarta, na Indonésia, quando fui convidado como palestrante de uma conferência bíblica numa igreja daquela cidade. Antes do início do primeiro culto pela manhã, um dos anciãos locais pediu-me que lhe desse a minha Bíblia. Ele explicou que os anciãos eram responsáveis pela confiabilidade dos ensinamentos que eram dados à congregação, e que ele devolveria a minha Bíblia diante de toda a congregação. Essa era uma maneira tangível de mostrar para a família da igreja que a liderança me confiava o ministério da Palavra naquele dia.

Aquele costume era sério e encorajador. Recordou-me de que o privilégio de apresentar as verdades bíblicas às pessoas não é algo que se deve fazer de forma negligente. Também foi animador ver como os anciãos, na Indonésia, levavam a sério a responsabilidade pelos cuidados do rebanho.

Em Atos 20, lemos que Paulo se encontrou com os anciãos da igreja de Éfeso. Sendo responsável por esses líderes, o apóstolo advertiu-os do perigo de falsos mestres (vv.28,29) e da responsabilidade da liderança da igreja em ajudar a congregação a crescer no conhecimento da Palavra de Deus (v.32).

Não importa qual o nosso chamado, devemos manusear com cuidado a Palavra de Deus. E se assim fizermos, o povo de Deus crescerá espiritualmente.

Deus usa a Sua Palavra para transformar o Seu povo.

por Bill Crowder | Veja outros autores

Tirando o lixo

Geralmente a minha esposa precisa me lembrar de colocar o lixo para fora nos dias de coleta. Não é uma de minhas tarefas prediletas, mas faço um esforço para cumpri-la. Em seguida, sinto-me muito bem quando o lixo está fora de casa e esqueço-me dele até a semana seguinte.

Assim como precisamos de caminhões de lixo para recolher o que se acumula em nossas casas, precisamos deixar que Jesus remova o “lixo” que inevitavelmente se acumula em nosso coração. Quando esquecemos de colocar o lixo para fora, o resultado não é agradável. Jesus quer que o descartemos regularmente, aos pés da cruz. Na realidade, Ele prometeu remover e esquecê-lo.

Mas espere um minuto! Será que estamos remexendo as latas, tentando encontrar algo que não estamos dispostos a abrir mão? Quem sabe um hábito pecaminoso que não queremos deixar, uma fantasia na qual estamos presos, uma vingança que ainda queremos que aconteça? Por que queremos nos apegar a esse lixo?

Colocar o lixo para fora começa com uma confissão. Depois, devemos deixar que Jesus o leve embora. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9).

Hoje é o dia de coleta. Leve o lixo aos pés da cruz e deixe-o ali!

A confissão é a chave que abre a porta para o perdão.

por Joe Stowell | Veja outros autores

O melhor para Deus

Havíamos ensaiado a música por diversas semanas e ela soava bem. Mas havia uma parte complicada que não conseguíamos acertar. Estávamos prontos a chamá-la de suficientemente boa. Nosso regente de coral parecia concordar, pois também estava cansado de ensaiar o mesmo trecho várias vezes.

Finalmente, ele disse: “Ensaiamos muito isso. Vocês estão cansados. Eu estou cansado. Nosso tempo está se esgotando. E 99% das pessoas não saberão se estamos cantando esta parte certa ou não.” Quando começamos a colocar a partitura de lado, ele continuou: “Mas vamos cantá-la certo para aquele 1% que conhece a diferença.” Suspiramos ao reabrir nossa partitura na página amarrotada.

No domingo, nós a cantamos do modo certo e poucas pessoas perceberam. Mas isso não importava. O que realmente importava era cantarmos de todo o coração para a o Único que merece o louvor excelente.

O rei Davi queria construir um templo “extraordinariamente magnífico” para o Senhor (1 Crônicas 22:5). Assim, antes de morrer, assegurou-se de que seu filho Salomão tivesse tudo o que necessitava para construí-lo — abundância de ouro, prata, bronze, ferro, madeira, pedras e homens especialistas em todo tipo de trabalho (vv.14,15).

Tudo quanto fizermos para Deus, merece o nosso melhor
esforço.

Quando adoramos a Deus, somente o melhor é o suficiente.

por Julie Ackerman Link | Veja outros autores